História da Cidade

Um breve histórico de Macaparana:

O primeiro registro que se tem da formação de Macaparana data do final do século XIX (1879) quando o almocreve (eram pessoas que conduziam animais de carga e/ou mercadorias de uma terra para outra) Manoel Panguengue construiu um rancho de taipa em terras do engenho Macapá, propriedade de fazendeiro José Francisco do Rego Cavalcanti.

A construção passaria a servir como ponto de apoio para o comerciante realizar seus negócios e, posteriormente, tornou-se estalagem para os viajantes. Com o passar dos anos outras casas foram erguidas no local, formando o que viria a ser denominado Vila de Macapá, distrito de Timbaúba.

A vila que deu origem a cidade de Macaparana teve suas primeiras casas construídas no local onde hoje é a Rua Nossa Senhora do Amparo esquina com a Rua Manoel Borba, no centro. A primeira casa ficava localizada onde é hoje um sobrado comercial, isto no ano de 1879. Do ponto de vista de sua arquitetura que é do tipo colonial não se encontram muitos exemplares na cidade. As exceções de melhor preservação arquitetônica tem-se a Igreja Nossa Senhora do Amparo que tem uma arquitetura colonial típica das construções religiosas da época. Outra construção que preserva sua arquitetura original, e que é de grande valia histórica para a cidade, é a senzala do Engenho Cipó Branco. Este importante resquício arquitetônico se encontra na propriedade da família do ex-governador Moura Cavalcanti, filho ilustre da cidade. Este Engenho mostra uma construção típica dos engenhos da época com boa preservação da senzala.

A economia do município de Macaparana tem muito em comum com o desenvolvimento da agricultura canavieira secular que dominou boa parte da história da cidade e do Estado de Pernambuco. A instalação dos engenhos, concentrou poder econômico e político para um grupo familiar que teve seu apogeu com a implantação de uma fábrica de açúcar: A Usina Nossa Senhora de Lourdes. Paralelamente, iniciou-se o também domínio político deste mesmo grupo familiar que controlava a população a partir do voto cabresto que se explica devido a sua dependência do trabalho proveniente da concentração de riquezas e do poder político de uma única família. A monocultura do açúcar assim tem concentrado o poder econômico, social e político aos donos de engenhos esta relação social foi amplamente estudada por cientistas políticos e sociais dentre eles, as obras escritas pelo sociólogo Gilberto Freyre, cujos trabalhos internacionalmente reconhecidos podem ajudar a um entendimento racional sobre as bases sociais que se formou no Município de Macaparana ao longo de sua história.

A história econômica recente do Município recebeu um revés com o governo do Presidente Fernando Henrique com a novas regras de empréstimos e financiamentos bancários imposto pela nova ordem econômica do país. Como consequência, a Usina Nossa Senhora de Lourdes que detinha boa parte do PIB da cidade foi obrigada a fechar e assim muitos de seus empregados foram demitidos.

A agricultura canavieira vem perdendo espaço na economia do Município pois sua economia foi obrigada a se rearranjar assim as culturas como criação de gado e a plantação de Bananas (a bananicultura) vem se expandindo. Um outro potencial que começa a ser espontaneamente ampliado pois não existe um planejamento público e empresarial é o de polo comercial e turístico para a região que pode favorecer ao desenvolvimento do município no âmbito de sua qualidade de vida a partir de uma melhor distribuição de renda.

Cronologia:

  • 18 de janeiro de 1908 – Lei municipal (de Timbaúba) nº 27 cria o 4º Distrito.
  • 24 de abril de 1909 – Em ofício ao Governador, Conselho Municipal de Timbaúba informa a supressão do 4º distrito, que é incorporado ao Distrito de São Vicente.
  • 6 de julho de 1913 – Lei Municipal (de Timbaúba) número 179 cria o distrito de Macapá.
  • 11 de setembro de 1928 – Lei estadual nº 1931 constitui o município de São Vicente, composto pelos antigos distritos timbaubenses de São Vicente e Macapá. O município foi instalado em 1 de janeiro de 1930.
  • 21 de abril de 1931 – Decreto estadual nº 57 eleva ‘Macapá à categoria de cidade, que passa a ser a sede do já formado município de São Vicente.
  • 31 de dezembro de 1943 – Decreto-lei Estadual nº 952 muda o nome de Macapá para Macaparana.

O filólogo Mário Melo mudou o nome de Macapá para Macaparana, uma vez que Macapá, nome de uma palmeira existente na época em abundância na região, já era o nome de outra cidade brasileira. Para uns, Macabá é o nome de uma palmeira. Para outros, significa “pomar de macabas”, que é o fruto de uma palmeira. Macaba ou bacaba provém do tupi iwa-kawa: “fruta gorda, graxa”. Mário Melo criou o termo Macaparana adicionando a desinência rana (macapá + rana), cujo significado em tupi é “semelhante, parecido”. Então, Macaparana seria parecida com a outra, com Macapá.